<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5841986085668681206</id><updated>2012-02-16T18:43:55.173-08:00</updated><title type='text'>Entre sem bater.</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://pseudeando.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5841986085668681206/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pseudeando.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Barão de Itararé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12496129127635022158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>23</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5841986085668681206.post-7220990704732100826</id><published>2009-04-10T09:05:00.000-07:00</published><updated>2009-04-10T09:06:16.032-07:00</updated><title type='text'>Ano novo, casa nova</title><content type='html'>Novo blog:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;www.naofoimeueulirico.blogspot.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5841986085668681206-7220990704732100826?l=pseudeando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5841986085668681206/posts/default/7220990704732100826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5841986085668681206/posts/default/7220990704732100826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pseudeando.blogspot.com/2009/04/ano-novo-casa-nova.html' title='Ano novo, casa nova'/><author><name>Barão de Itararé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12496129127635022158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5841986085668681206.post-1830148667749262531</id><published>2008-10-19T12:30:00.000-07:00</published><updated>2008-10-19T12:31:44.341-07:00</updated><title type='text'>Barão recomenda:</title><content type='html'>http://semamorsoaloucura.blogspot.com/2006/09/dama-da-noite.html&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Dama da Noite" de Caio Fernando Abreu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5841986085668681206-1830148667749262531?l=pseudeando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5841986085668681206/posts/default/1830148667749262531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5841986085668681206/posts/default/1830148667749262531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pseudeando.blogspot.com/2008/10/baro-recomenda.html' title='Barão recomenda:'/><author><name>Barão de Itararé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12496129127635022158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5841986085668681206.post-3894374585506389698</id><published>2008-10-12T14:55:00.000-07:00</published><updated>2008-10-12T15:44:41.079-07:00</updated><title type='text'>A arte de nos movermos cegos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    Já há um tempo, assisti "Ensaio sobre a cegueira" dirigido pelo Fernando Meirelles baseado no livro de José Saramago. Fiquei impressionado com a riqueza de vida mostrada no filme, pois não foi nos detalhes escatológicos que prestei atenção, embora seja difícil não fazer isso, mas sim, na situação que os personagens vivenciaram a qual aparentemente parece ser impossível (todos ficarem cegos) e tentei enxergar o que tem de comum com aquilo que vivenciamos.&lt;br /&gt;    Não é necessário ir tão longe, quando nos encontramos em situação de desespero e desamparo (embora não exista exatamente palavra que una as duas coisas), tentamos ao máximo sobreviver, recorrer aos mais absurdos artifícios para mantermos boa saúde. Falo de boa saúde no sentido estritamente biológico em que precisamos responder às exigências fisiológicas como por exemplo, se alimentar, descansar, evacuar e até mesmo se movimentar. O movimento é uma exigência fisiológica: É preciso movimentar o estômago para que ele faça a digestão, movimentar os músculos da face para promover a mastigação. No entanto, existem coisas que escapam do movimento puramente fisiológico: A vida é uma delas.&lt;br /&gt;    É necessário nos movimentar para viver, do contrário estaria falando do sentido biológico. Por mais que sentimos fome, sede e outras necessidades internas, o nosso corpo não se contenta com esses simples movimentos. Ou melhor dizendo, a vida só é possível na medida que nos movimentamos. Desde os gestos mais simples como o de respirar até os malabarismos que damos em nós mesmos nos relacionamentos. Estamos nos movimentando o tempo todo: Vamos à uma ópera fazendo nossa membrana timpânica vibrar e nos fascinando com a suavidade de tons que cada melodia é colorida, nos sentimos tesos quando estamos diante de uma situação de perigo, contraindo então nossa musculatura. Falamos, mexemos a mandíbula, o lábio inferior, superior... pra ficarmos em alguns exemplos de que como o movimento é complexo, assim como a vida é.&lt;br /&gt;    No filme, os personagens caminham morinbundamente sem nome, sem uma suposta dignidade e ainda assim caminham, falam, sentem emoções, o coração ainda palpita e até mesmo os olhos que não vêem se mexem. É essa capacidade de movermos que nos coloca como sujeito em detrimento de um animal que se move por mover. Nós movemos, mesmo que ainda sem uma meta ou direção objetiva, para continuar vivendo: Movemos nossas idéias de lugar, elas  &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;tornam&lt;/span&gt; a ser outras, fazendo com que todo nosso pensamento mude e então nossas atitudes também mudem e assim vivemos: Nesse ato de mover-se que entre um passo e outro nos amamos, temos saudade, tenhamos ainda possibilidade de viver mesmo   que estejamos cegos e com o ambiente insalubre, sem uma ordem moral das coisas.&lt;br /&gt;    É nesse "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;entreact&lt;/span&gt;" que vivemos.&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5841986085668681206-3894374585506389698?l=pseudeando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5841986085668681206/posts/default/3894374585506389698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5841986085668681206/posts/default/3894374585506389698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pseudeando.blogspot.com/2008/10/arte-de-nos-movermos-cegos.html' title='A arte de nos movermos cegos'/><author><name>Barão de Itararé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12496129127635022158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5841986085668681206.post-8370073764189847372</id><published>2008-09-30T13:41:00.000-07:00</published><updated>2008-09-30T13:42:14.985-07:00</updated><title type='text'>ESCUTATÓRIA</title><content type='html'>de Rubem Alves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória. Mas acho que ninguém vai se matricular.&lt;br /&gt;Escutar é complicado e sutil. Diz o Alberto Caeiro que "não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma". Filosofia é um monte de idéias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Aí a gente que não é cego abre os olhos. Diante de nós, fora da cabeça, nos campos e matas, estão as árvores e as flores. Ver é colocar dentro da cabeça aquilo que existe fora. O cego não vê porque as janelas dele estão fechadas. O que está fora não consegue entrar. A gente não é cego. As árvores e as flores entram. Mas - coitadinhas delas - entram e caem num mar de idéias. São misturadas nas palavras da filosofia que mora em nós. Perdem a sua simplicidade de existir. Ficam outras coisas. Então, o que vemos não são as árvores e as flores. Para se ver e preciso que a cabeça esteja vazia.&lt;br /&gt;Faz muito tempo, nunca me esqueci. Eu ia de ônibus. Atrás, duas mulheres conversavam. Uma delas contava para a amiga os seus sofrimentos. (Contou-me uma amiga, nordestina, que o jogo que as mulheres do Nordeste gostam de fazer quando conversam umas com as outras é comparar sofrimentos. Quanto maior o sofrimento, mais bonitas são a mulher e a sua vida. Conversar é a arte de produzir-se literariamente como mulher de sofrimentos. Acho que foi lá que a ópera foi inventada. A alma é uma literatura. É nisso que se baseia a psicanálise...) Voltando ao ônibus. Falavam de sofrimentos. Uma delas contava do marido hospitalizado, dos médicos, dos exames complicados, das injeções na veia - a enfermeira nunca acertava -, dos vômitos e das urinas. Era um relato comovente de dor. Até que o relato chegou ao fim, esperando, evidentemente, o aplauso, a admiração, uma palavra de acolhimento na alma da outra que, supostamente, ouvia. Mas o que a sofredora ouviu foi o seguinte: "Mas isso não é nada..." A segunda iniciou, então, uma história de sofrimentos incomparavelmente mais terríveis e dignos de uma ópera que os sofrimentos da primeira.&lt;br /&gt;Parafraseio o Alberto Caeiro: "Não é bastante ter ouvidos para se ouvir o que é dito. É preciso também que haja silêncio dentro da alma." Daí a dificuldade: a gente não agüenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor, sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração e precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor. No fundo somos todos iguais às duas mulheres do ônibus. Certo estava Lichtenberg - citado por Murilo Mendes: "Há quem não ouça até que lhe cortem as orelhas." Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil da nossa arrogância e vaidade: no fundo, somos os mais bonitos...&lt;br /&gt;Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos, estimulado pela revolução de 64. Pastor protestante (não "evangélico"), foi trabalhar num programa educacional da Igreja Presbiteriana USA, voltado para minorias. Contou-me de sua experiência com os índios. As reuniões são estranhas. Reunidos os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio. (Os pianistas, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio, como se estivessem orando. Não rezando. Reza é falatório para não ouvir. Orando. Abrindo vazios de silêncio. Expulsando todas as idéias estranhas. Também para se tocar piano é preciso não ter filosofia nenhuma). Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala. Curto. Todos ouvem. Terminada a fala, novo silêncio. Falar logo em seguida seria um grande desrespeito. Pois o outro falou os seus pensamentos, pensamentos que julgava essenciais. Sendo dele, os pensamentos não são meus. São-me estranhos. Comida que é preciso digerir. Digerir leva tempo. É preciso tempo para entender o que o outro falou. Se falo logo a seguir são duas as possibilidades. Primeira: "Fiquei em silêncio só por delicadeza. Na verdade, não ouvi o que você falou. Enquanto você falava eu pensava nas coisas que eu iria falar quando você terminasse sua (tola) fala. Falo como se você não tivesse falado." Segunda: "Ouvi o que você falou. Mas isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo. É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou." Em ambos os casos estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada. O longo silêncio quer dizer: "Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou." E assim vai a reunião.&lt;br /&gt;Há grupos religiosos cuja liturgia consiste de silêncio. Faz alguns anos passei uma semana num mosteiro na Suíça, Grand Champs. Eu e algumas outras pessoas ali estávamos para, juntos, escrever um livro. Era uma antiga fazenda. Velhas construções, não me esqueço da água no chafariz onde as pombas vinham beber. Havia uma disciplina de silêncio, não total, mas de uma fala mínima. O que me deu enorme prazer às refeições. Não tinha a obrigação de manter uma conversa com meus vizinhos de mesa. Podia comer pensando na comida. Também para comer é preciso não ter filosofia. Não ter obrigação de falar é uma felicidade. Mas logo fui informado de que parte da disciplina do mosteiro era participar da liturgia três vezes por dia: às 7 da manhã, ao meio-dia e às 6 da tarde. Estremeci de medo. Mas obedeci. O lugar sagrado era um velho celeiro, todo de madeira, teto muito alto. Escuro. Haviam aberto buracos na madeira, ali colocando vidros de várias cores. Era uma atmosfera de luz mortiça, iluminado por algumas velas sobre o altar, uma mesa simples com um ícone oriental de Cristo. Uns poucos bancos arranjados em "U" definiam um amplo espaço vazio, no centro, onde quem quisesse podia se assentar numa almofada, sobre um tapete. Cheguei alguns minutos antes da hora marcada. Era um grande silêncio. Muito frio, nuvens escuras cobriam o céu e corriam, levadas por um vento impetuoso que descia dos Alpes. A força do vento era tanta que o velho celeiro torcia e rangia, como se fosse um navio de madeira num mar agitado. O vento batia nas macieiras nuas do pomar e o barulho era como o de ondas que se quebram. Estranhei. Os suíços são sempre pontuais. A liturgia não começava. E ninguém tomava providências. Todos continuavam do mesmo jeito, sem nada fazer. Ninguém que se levantasse para dizer: "Meus irmãos, vamos cantar o hino..." Cinco minutos, dez, quinze. Só depois de vinte minutos é que eu, estúpido, percebi que tudo já se iniciara vinte minutos antes. As pessoas estavam lá para se alimentar de silêncio. E eu comecei a me alimentar de silêncio também. Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos. E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia. Eu comecei a ouvir. Fernando Pessoa conhecia a experiência, e se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras, no lugar onde não há palavras. E música, melodia que não havia e que quando ouvida nos faz chorar. A música acontece no silêncio. É preciso que todos os ruídos cessem. No silêncio, abrem-se as portas de um mundo encantado que mora em nós - como no poema de Mallarmé, A catedral submersa, que Debussy musicou. A alma é uma catedral submersa. No fundo do mar - quem faz mergulho sabe - a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos. Me veio agora a idéia de que, talvez, essa seja a essência da experiência religiosa - quando ficamos mudos, sem fala. Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia, que de tão linda nos faz chorar. Para mim Deus é isto: a beleza que se ouve no silêncio. Daí a importância de saber ouvir os outros: a beleza mora lá também. Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto... (O amor que acende a lua, pág. 65.)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5841986085668681206-8370073764189847372?l=pseudeando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5841986085668681206/posts/default/8370073764189847372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5841986085668681206/posts/default/8370073764189847372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pseudeando.blogspot.com/2008/09/escutatria.html' title='ESCUTATÓRIA'/><author><name>Barão de Itararé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12496129127635022158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5841986085668681206.post-8028125265689802039</id><published>2008-09-23T17:41:00.000-07:00</published><updated>2008-09-23T19:00:49.583-07:00</updated><title type='text'>O buraco é do Moreira ou o buraco é do Marcelo?</title><content type='html'>Em tempos de eleição, estamos todos em pavorosa e apavorados com a sede de vencer dos políticos que mais uma vez começam seus discursos com "Eu prometo...". Prometem governos fantasiosos, diga-se de passagem, clichês em essência, afinal todos querem saúde, educação, segurança e transporte não é mesmo? A diferença está no que se fala, nas expressões, ou melhor, no "falar bonito".&lt;br /&gt;Não só ser um aspirante a sofista, mas também tem que ter(habilidade) uma boa aparência (aliás vocês repararam que a Jandira Feghali tirou sua franja transgressora?) e para isso temos todo um aparelho tecnológico (photoshop, prazer). O partido é o que menos importa, as coligações estão um samba do crioulo doido. Pra quem viu o Partido Comunista ser abafado na Segunda Guerra Mundial, estou chocado com o "entreguismo" do pessoal da esquerda e como o presente tá chato, vamos fugir (proutro lugar baby) para outros tempos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começaria com Paulo de Frontin com quem sentei longas tardes na varanda de sua casa em Serra da Raiz de Petrópolis. Engenheiro, foi ele quem junto com o Pereira Passos(O Cesar Maia da Bélle Époque) mudou a encanação e deixou tudo com a garantia dos canos Tigre. Minha patroa se deixou banhar até os dedos das mãos ficarem enrugados, ô água boa! Criou também a Avenida Niemeyer, a Delfim Moreira e alargou a Av. Atlântica. Ele está pra Niemeyer, assim como Pereira Passos está pra Cesar Maia: foram grandes construtores. Éramos bastante amigos, eu e o Frontin. Quando precisei levantar meu puxadinho pra eu passar as noites em claro escrevendo sem minha patroa reclamar, foi a Frontin que recorri e nada me cobrou. Apenas o seu voto nas eleições de 1919.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro prefeito que marcou a história da cidade maravilhosa foi Carlos Sampaio. Ô bicho teimoso esse cabra! Foi com ele que me pegaram em 1922 com a mão na butija, quer dizer, com o corpo todo: Tava enroscado com o comunismo até nas ventas. Mas reconheço que foi um bom político e uma de suas grandes façanhas foi acabar com o Morro do Castelo, o "pai" do Rio de Janeiro. Magnífico, bravo, só Édipo faz melhor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra finalizar outro prefeito que marcou meus tempos de cabelo grisalho, foi Pereira Passos. Esse nem preciso falar muito, os livros já falam demais! Por conta do "sanitarismo" dele, levei porrada de um soldado de três metros de altura e ainda levei uma agulhada na bunda à força! Revolta da Vacina? Eu estava lá e não havia nenhum Zé Gotinha pra me salvar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);"&gt;Não obstante, o Rio precisa mudar e só com a revolução nas ruas literalmente, o purgatório da beleza e do caos ficará mais mais ajambrado:&lt;/span&gt; &lt;a href="http://br.youtube.com/watch?v=3FtupQxxhiY&amp;amp;NR=1"&gt;http://br.youtube.com/watch?v=3FtupQxxhiY&amp;amp;NR=1&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5841986085668681206-8028125265689802039?l=pseudeando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5841986085668681206/posts/default/8028125265689802039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5841986085668681206/posts/default/8028125265689802039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pseudeando.blogspot.com/2008/09/o-buraco-do-moreira-ou-o-buraco-do.html' title='O buraco é do Moreira ou o buraco é do Marcelo?'/><author><name>Barão de Itararé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12496129127635022158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5841986085668681206.post-865717170801364941</id><published>2008-09-13T20:24:00.000-07:00</published><updated>2008-09-13T20:26:03.360-07:00</updated><title type='text'>Error</title><content type='html'>&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Estava eu sentado em frente ao meu computador quando o mesmo emitiu o som de uma campainha. No entanto, era um barulho que expressava um equívoco, um erro fatal, do tipo “Não acredito que você fez isso!”. Pra piorar, as minhas parvas caixas de som (que me acompanham desde os tempos de 486) estavam ligadas no último volume me causando um estado emocional muito forte, de suar frio.  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Assim, tomado de assalto, interrompido abruptamente na mecânica do abre e fecha janela, o barulho me causa nesse instante uma ruptura entre o antes e depois desse momento devastador, dessa castração sonora promovida pelo meu computador. O timbre grave gerou uma angústia que não consegui fazer mais nada, me levando ao estado parecido das vítimas que sofrem de estresse pós-traumático: Eu poderia dizer que sofro de estresse pós-barulho de erro de software.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Imagine agora analogicamente a situação trágica do sujeito. Todos os dias temos que tomar decisões que variam entre zerovírgulazerozerozeroum miligramas até as mais pesadas que nos custam uma bigorna de uma tonelada. Por mais que nossa rotina nos faça andar em círculos como os bois dos engenhos de cana (Vide Lavoura Arcaica), somos sujeitos com uma dimensão ética e que possuimos responsabilidade em nossas escolhas. O que quero dizer é&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;que nosso destino não está dado de antemão e somos nós que sustentamos nossas idéias, pensamentos e escolhas tais para construir nossos referenciais.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;O sujeito, diferentemente do computador, responde ao mundo de diversas possibilidades e nunca da mesma forma. O computador, por mais teimoso que a pessoa seja, age sempre igual e se for o caso de exigirmos alguma tarefa que ele não possa cumprir, pronto, o estrondo do equívoco aparece. Já o indivíduo não: Para cada ato, age de uma forma bem específica e ao mesmo de modo que não seja totalmente pensado, calculado e que possa ser previsível como no caso da engenhoca cibernética.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Essa especificidade nos é conferida pela linguagem. Essa não é apenas um meio pra se falar das coisas, mas ela constitui um mundo e mais, um imundo. Ela nos condena a nos dizer certas palavras, às vezes com duplo sentido, de forma incompleta. Para Ronald Barthes, a língua é fascista, isto é, na medida que nos obriga a dizer certas coisas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;O “error” angustiante que o computador apresenta é um tapa na cara em nós que toda hora agimos de modo impreciso e mesquinho, sendo atravessado por inúmeros significados que a cultura nos dá. A impressão que dá quando ouço esse barulho aterrorizante é a mesma quando estou no ônibus e de repente ouve-se um tiro. Instalado o pânico na hora. Um baque que nos reduz a baratas tontas procurando o melhor lugar pra se esconder do baygon que no nosso exemplo é a bala perdida.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Mas veja você, alguma coisa se diz e depois de ser dito vê a posição do sujeito implicada no que ele disse. É assim, nós vamos fiando palavras que engendram discursos nas malhas da coesão e com as cores da coerência. No dia-a-dia, às vezes nos sentimos totalmente alheios a nós mesmos, quando por exemplo, num enterro ao invés de falarmos “meus pêsames” à viúva, falamos “meus parabéns”. Mas o que isso quer dizer? Será que foi um descuido sem culpa? O que eu tenho a ver com o que eu falei? O que eu disse?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A experiência nos mostra que a linguagem nos dá um certo basta e por mais que não sejamos culpados, somos responsáveis - isto é, não tem uma intenção, mas fui eu quem falou. O psicótico tira esse automatismo da linguagem: Se falarmos um ponto e que consensualmente é um ponto de ônibus, ele pode teimar em dizer ser o ponto de uma puta ou então gastar litros de “água mole” jogando em pedra dura esperando que essa fure. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Portanto, dizemos tal coisa pra não dizer outra e é por isso que não somos “Pentiuns”, “Macintoshs”, pois a cada descuido nosso (desculpe a redundância) nos descuidamos diferentemente. Mas uma coisa é certa: A afetação que isso nos causa pode ser tão potente quanto a do barulho devastador quando clicamos algo indevido e assim erramos.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5841986085668681206-865717170801364941?l=pseudeando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5841986085668681206/posts/default/865717170801364941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5841986085668681206/posts/default/865717170801364941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pseudeando.blogspot.com/2008/09/error.html' title='Error'/><author><name>Barão de Itararé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12496129127635022158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5841986085668681206.post-6213973773084182428</id><published>2008-08-02T16:38:00.000-07:00</published><updated>2008-08-02T16:44:56.692-07:00</updated><title type='text'>Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres</title><content type='html'>"Mas olhe para todos ao seu redor e veja o que temos feito de nós e a isso considerado vitória nossa de cada dia. Não temos amado, acima de todas as coisas. Não temos aceito o que não se entende porque não queremos passar por tolos. Temos amontoado coisas e seguranças por não nos termos um ao outro. Não temos nenhuma alegria que já não tenha sido catalogada. Temos construído catedrais e ficado do lado de fora pois as catedrais que nós mesmos construímos, tememos que sejam armadilhas. Não nos temos entregue a nós mesmos, pois isso seria o começo de uma vida larga e nós a tememos. Temos evitado cair de joelhos diante do primeiro de nós que por amor diga: tens medo...Não temos usado a palavra amor para não termos de reconhecer sua contextura de ódio, de amor de ciúme e de tantos outros contraditórios."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;do livro "Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres" de Clarice Lispector.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5841986085668681206-6213973773084182428?l=pseudeando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5841986085668681206/posts/default/6213973773084182428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5841986085668681206/posts/default/6213973773084182428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pseudeando.blogspot.com/2008/08/uma-aprendizagem-ou-o-livro-dos.html' title='Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres'/><author><name>Barão de Itararé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12496129127635022158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5841986085668681206.post-3771045792993523139</id><published>2008-07-28T09:49:00.000-07:00</published><updated>2008-07-28T10:00:51.307-07:00</updated><title type='text'>Acabando com o chororô.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Caros leitores,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estive passeando na Argélia Comunista por alguns dias e cá estou de volta para o mesmo cantinho humilde virtual. Pude constatar que meu interino fez um bom trabalho, ainda que tenha ficado um pouco esquizofrênico o texto sobre a raridade que é encontrar pessoas chorando no asfalto. Vá lá, primeira vez que o deixo escrever por conta própria. Gostei do que ele fez com as imagens e adorei a Suzana Vieira chorando pelo flagrante do seu marido com a garota de programa no motel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como foram de férias? Ou se ainda estão, como estão indo? As minhas foram ótimas e bastam poucas linhas para descrevê-la. Como era de se esperar, levei minha família (mulher e dois filhos) mais o meu fiel escudeiro Franklin Frankenstein, mais conhecido como o cérebro de Bernard Shaw, mas isso é passado. Agora ele já sabe falar português e em breve fará parte dos redatores desse blog enquanto estarei impossibilitado do exercício da escrita. Todos que escrevem nesse blog são funcionários públicos, então não me venham com exigências propícias a um AVC: Façamos o nosso trabalho humildemente, de boa qualidade e na hora certa e no momento certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deparei-me com tanta burocracia na volta das férias que peguei alergia à papelada, estou com coriza e não posso tomar sopa que meu nariz derrete. Sabe-se que as eleições para prefeito estão chegando e este evento não posso perder de nenhuma maneira. Então, a partir do próximo post falarei um pouquinho sobre as eleições passadas e esticadas de outrora. É isso, não mais. Chega de promessas e até o próximo post.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ps: Pra quem ficou com saudades do meu interino, ele possui um &lt;a href="http://www.rockblocks.blogspot.com/"&gt;blog&lt;/a&gt; também.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5841986085668681206-3771045792993523139?l=pseudeando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5841986085668681206/posts/default/3771045792993523139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5841986085668681206/posts/default/3771045792993523139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pseudeando.blogspot.com/2008/07/acabando-com-o-choror.html' title='Acabando com o chororô.'/><author><name>Barão de Itararé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12496129127635022158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5841986085668681206.post-3560735328521454689</id><published>2008-07-13T18:42:00.000-07:00</published><updated>2008-07-13T19:15:33.406-07:00</updated><title type='text'>Faltam lágrimas nas ruas.</title><content type='html'>As fotos e o título no post passado, tudo pra mostrar como é estranho chorar e ver alguém chorando em público e como cada vez mais fica mais esquisito nem que seja soluçar ligeiramente.É raro ver alguém chorando na calçada, no trânsito, na padaria e até mesmo no point dos bebuns,o bar. Faltam lágrimas nas ruas. Não obstante, quando alguém chora é objeto de atenção, as pessoas param pra ver a miséria do outro. A multidão que passava com toda sua determinação, diminui o passo e encara a cara infeliz de quem está chorando. Enfim, chorar em público tornou-se uma performance. Todos querem saber o que aconteceu, qual o motivo da tristeza e até mesmo alguns saem do anonimato da multidão para se aproximar do infeliz e tentar ajudá-lo. "Quer um copo d´água?", "Você não pode ficar assim...", "Olha, aconteceu coisa parecida comigo, deixa eu te...".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chorar em público traz à baila a questão da fraqueza. Pare de chorar. "Você é um homem ou um rato?" O homem aqui tomado como geral, pode ser homem como pode ser mulher. Chorar pertence à nossa intimidade, o ato de chorar sempre foi considerado como algo particular que constrange o outro e por isso deve ser velado, escondido ou exorcizado em um quarto escuro. Ninguém pode saber. Então se eu choro e o outro vê, me sinto fraco porque estou trazendo algo da minha interioridade, do meu "Eu" verdadeiro que falha, uma falha no sistema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, chorar em público tem ficado cada vez mais difícil e quando isso acontece parece o quinto ato de rigoletto, uma tragédia grega. Não é à toa que os jornais vendem diariamente manchetes trazendo rostos super expressivos se debulhando em lágrimas. Chorar virou algo de espetacular, mas não foi da noite pro dia porque ...assim... não estamos mais acostumados com "a passagem ao ato" do outro, isto é, expressar dor, ódio, tristeza não combina com a sociedade atravessada pelo "american way of smile".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5841986085668681206-3560735328521454689?l=pseudeando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5841986085668681206/posts/default/3560735328521454689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5841986085668681206/posts/default/3560735328521454689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pseudeando.blogspot.com/2008/07/faltam-lgrimas-nas-ruas.html' title='Faltam lágrimas nas ruas.'/><author><name>Barão de Itararé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12496129127635022158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5841986085668681206.post-5800225303041506594</id><published>2008-07-02T13:29:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T05:21:22.552-08:00</updated><title type='text'>Um choro na multidão</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Nh_ltoqvxLw/SGvoefTNMLI/AAAAAAAAACw/42BJbEyDvIc/s1600-h/chororo2.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Nh_ltoqvxLw/SGvoefTNMLI/AAAAAAAAACw/42BJbEyDvIc/s320/chororo2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5218520203734626482" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Nh_ltoqvxLw/SGvoUdCw2DI/AAAAAAAAACo/ttBgY6o8MEU/s1600-h/chororo3.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Nh_ltoqvxLw/SGvoUdCw2DI/AAAAAAAAACo/ttBgY6o8MEU/s320/chororo3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5218520031330097202" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Nh_ltoqvxLw/SGvoLUtpSII/AAAAAAAAACg/8KkloV5iCXQ/s1600-h/chororo4.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Nh_ltoqvxLw/SGvoLUtpSII/AAAAAAAAACg/8KkloV5iCXQ/s320/chororo4.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5218519874475214978" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Nh_ltoqvxLw/SGvpACKVniI/AAAAAAAAAC8/SI513JLJs5c/s1600-h/chororo5.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Nh_ltoqvxLw/SGvpACKVniI/AAAAAAAAAC8/SI513JLJs5c/s320/chororo5.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5218520780028354082" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*obs: O Barão de Itararé está de férias. Leonardo Velasco escreve como interino.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5841986085668681206-5800225303041506594?l=pseudeando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5841986085668681206/posts/default/5800225303041506594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5841986085668681206/posts/default/5800225303041506594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pseudeando.blogspot.com/2008/07/um-choro-na-multido.html' title='Um choro na multidão'/><author><name>Barão de Itararé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12496129127635022158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Nh_ltoqvxLw/SGvoefTNMLI/AAAAAAAAACw/42BJbEyDvIc/s72-c/chororo2.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5841986085668681206.post-7641411331680080308</id><published>2008-06-18T19:53:00.000-07:00</published><updated>2008-06-18T20:19:56.148-07:00</updated><title type='text'>Afasia</title><content type='html'>Numa bela noite clara, me deparei com a espiritualidade. Abro a porta do meu quarto, acendo a luz e um cigarro também pode ser. Nunca havia parado pra pensar nos espíritos, nessas coisas do além,sempre as achei cabalísticas no sentido mais etéreo que isso possa ter. Desde que encontrei Déscartes traço tudo num plano cartesiano e esqueço do resto. Só quero saber se matematicamente é viável e ponto. Somo e divido por dois. Não tenho paciência para religião: a única que aceitei foi o marxismo, mas logo que fundaram o PCB em 1922 pulei fora e adotei o famoso "Tenho espiritualidade independente de religião". Tenho sim, sou um católico impraticável assim como um esquerdista-liberal.&lt;br /&gt;Eis a verdade, minha vida espiritual é um paradoxo. Até que num momento de total catarse (sem propósito, em plena segunda-feira) me entreguei a religião. Fui tocado por um sentimento diferente, parece que desligaram todas as minhas tomadas e assim, deixei de ter razão. Aliás, pra que ter razão sobre tudo? A razão foi inventada para alguns dizerem pouco pra muitos ouvirem. É de um plano de cima pra baixo, colocando todos ao pé da Grande Razão. Contata-se, não obstante, que os seres humanos(e eu odeio usar essa palavra) são pequenos e que muitas coisinhas acontecem e há de se teimar em reduzi-las em fictício, em sugestão, ilusão. São as historietas que aparecem aqui ou acolá, no jornaleiro, na fila do banco, nos fragmentos do cotidiano. São, na verdade, coisas fora da razão que nos fazem viver. Com razão, não há vida.&lt;br /&gt;Por mais absurdo que isso pode parecer às vistas de um intelectual em formação que toma as palavras à ponta de faca ou então, como peças sólidas de um castelo imagético que possa dar conta das convicções, a razão é pouca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por não ter razão nenhuma, eu escrevi esse texto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5841986085668681206-7641411331680080308?l=pseudeando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5841986085668681206/posts/default/7641411331680080308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5841986085668681206/posts/default/7641411331680080308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pseudeando.blogspot.com/2008/06/afasia.html' title='Afasia'/><author><name>Barão de Itararé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12496129127635022158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5841986085668681206.post-5608076010930980319</id><published>2008-06-13T19:29:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T05:21:22.942-08:00</updated><title type='text'>Os incompreendidos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Nh_ltoqvxLw/SFM8FGuRoKI/AAAAAAAAACI/wve42prWj70/s1600-h/affiche_400_coups_1958_2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Nh_ltoqvxLw/SFM8FGuRoKI/AAAAAAAAACI/wve42prWj70/s320/affiche_400_coups_1958_2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5211575252199514274" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais uma vez volto com a resenha de um filme que ganhei de aniversário de uma pessoa muito amiga minha. Se chama "Os incompreendidos" do diretor François Truffaut que ficou imortal pela sua contribuição ao cinema com a chamada &lt;span style="font-style: italic;"&gt;nouvelle vague&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;A priori, não estou interessado em uma apresentação do movimento na história do cinema e suas implicações, mas principalmente pelo que o filme chama mais atenção a ponto de ser descrito aqui no &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PSEUDEANDO&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma história verídica baseada na infância do próprio Truffaut que senão fosse o André Bazin, poderia ter seguido outro caminho como o próprio mostrado no filme, o da marginalidade. Trata-se do jovem Antoine Doinel, interpretado pelo Jean-Pierre Léaud, que "tem uma espécie de solene desapego, como se o seu coração estivesse marcado por profundas feridas adquiridas muito antes que o filme fosse rodado." Antoine mora com a mãe e o padrasto. Aquela é uma mulher nervosa,  possui um amante, se angustiada com as condições de vida e com o próprio filho que ela faz questão de anulá-lo como sujeito, psicanaliticamente falando.O padrasto seria então o responsável pelo elo familiar e o que dá reconhecimento ao menino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antoine é um aluno indisciplinado, sujeito das pequenas infrações na escola como a de uma cena em que a foto de uma mulher nua passava de mão em mão até chegar na de Antoine quando então o professor o surpreende e o castiga. A partir daí, Antoine só aumenta sua indisciplina, falta a escola e quando perguntado o motivo de sua ausência, ele alega que a mãe morreu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mentira é sustentada até o momento em que a mãe aparece furiosa no colégio. Mas ao contrário do que seria previsto, a mãe não o castiga e o padrasto propõe uma saída com a família para o cinema. Parece ser um dos momentos mais felizes do filme que é marcado por um sofrimento atroz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antoine que é um garoto de doze anos, tem que lidar com situações que não estão dadas de antemão para um adolescente de sua idade. É nesse enredo fantástico de Truffaut que mostra a condição trágica do sujeito. É aí que o sujeito deve advir. A escola ortodoxa representada por um professor severo e às vezes sádico mostra o contexto da educação na época. Antoine se viu numa situação que ele fora obrigado sem ter mesmo pedido, embora tivesse o ingresso na mão. Ele teve que ser criado por uma mãe negligenciadora, por um padrasto que não é o pai dele, teve que ir pra escola todos os dias e teve que se expôr à arbitrariedade de um professor. Enfim, isso nos mostra como o nosso psiquismo é atravessado por um Real bruto.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Nh_ltoqvxLw/SFM8O_vN3MI/AAAAAAAAACQ/TAFhXpmYBwY/s1600-h/400coups01.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Nh_ltoqvxLw/SFM8O_vN3MI/AAAAAAAAACQ/TAFhXpmYBwY/s320/400coups01.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5211575422123105474" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O destino de Antoine como marginal ou como cineasta, este último como foi o caso de Truffaut, não está dado de antemão. É o próprio menino que irá sustentar essa responsabilidade pelos seus atos, idéias e construir pra si seus próprios referenciais. Antoine poderia ter sido, por analogia, as histéricas do século XIX que Freud as escutava sem ter uma fórmula ideal para curá-las. Assim como as histéricas, Antoine está num contexto social falido.&lt;br /&gt;Freud ouve aquelas mulheres sabendo que este contexto social não dizia quem elas eram. Isso vai evocar a idéia do que é o corpo, a sexualidade, o que é ser mulher, o que é ser homem.&lt;br /&gt;Pelas histéricas, constata-se que o corpo não nos pertence. Este pode adoecer, diz pro outro sobre a nossa idade, nossa origem. Um irreversível que a gente não domina. As histéricas estavam em um contexto que não ainda não havia movimento de libertação feminina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim é o caso do pequeno Antoine que o professor nem quer saber da sua origem, das suas virtudes e do conflito que o jovem passa. Porém, a dimensão do sujeito está em tudo, como observou Freud, não está somente na esfera privada. O sujeito aparece com o sintoma. Os modos de subjetivação que indicam como se comportar, como ser um aluno, como ser um passageiro de ônibus não excluem o sujeito. Há uma lei que o sujeito precisa respeitar, mas ainda assim precisa se responsabilizar. Assim, Antoine advém onde ele deveria advir? Antoine advém como sintoma, istoé, como um rebelde, uma voz solitária na massa, como as histéricas que paralisavam o braço, a perna. O filme termina com o zoom da imagem congelada do jovem, olhando diretamente pra câmera. Ele acabou de fugir da prisão e está na praia, aprisionado entre a terra e a água, entre o passado e o futuro. É a primeira vez que vê o mar.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Nh_ltoqvxLw/SFM7gTcrJmI/AAAAAAAAAB4/AqE9xax6BVo/s1600-h/les400coups...%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Nh_ltoqvxLw/SFM7gTcrJmI/AAAAAAAAAB4/AqE9xax6BVo/s320/les400coups...%5B1%5D.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5211574619960190562" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contribuíram para a resenha:&lt;br /&gt;Roger Ebert - "Os incompreendidos" in "A Magia do Cinema".&lt;br /&gt;Aulas muito boas de psicanálise em 2008/1 da Fernanda Costa-Moura. ;)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5841986085668681206-5608076010930980319?l=pseudeando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5841986085668681206/posts/default/5608076010930980319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5841986085668681206/posts/default/5608076010930980319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pseudeando.blogspot.com/2008/06/os-incompreendidos.html' title='Os incompreendidos'/><author><name>Barão de Itararé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12496129127635022158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Nh_ltoqvxLw/SFM8FGuRoKI/AAAAAAAAACI/wve42prWj70/s72-c/affiche_400_coups_1958_2.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5841986085668681206.post-6134705872199822918</id><published>2008-05-03T13:51:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T05:21:23.120-08:00</updated><title type='text'>Por não estarem distraídos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Nh_ltoqvxLw/SBzQooez4xI/AAAAAAAAABw/SL_UH-RsWvE/s1600-h/por+n%C3%A3o+estarem+distra%C3%ADdos.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Nh_ltoqvxLw/SBzQooez4xI/AAAAAAAAABw/SL_UH-RsWvE/s320/por+n%C3%A3o+estarem+distra%C3%ADdos.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5196257466558702354" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5841986085668681206-6134705872199822918?l=pseudeando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5841986085668681206/posts/default/6134705872199822918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5841986085668681206/posts/default/6134705872199822918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pseudeando.blogspot.com/2008/05/por-no-estarem-distrados.html' title='Por não estarem distraídos'/><author><name>Barão de Itararé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12496129127635022158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Nh_ltoqvxLw/SBzQooez4xI/AAAAAAAAABw/SL_UH-RsWvE/s72-c/por+n%C3%A3o+estarem+distra%C3%ADdos.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5841986085668681206.post-8670644087969815200</id><published>2008-05-01T21:29:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T05:21:23.274-08:00</updated><title type='text'>EU gosto, EU quero, EU faço.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei se já falei disso em algum blog meu, mas não importa, falarei mesmo assim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É incrível como cada vez mais vivemos numa política de salve-se quem puder. É claro que eu não nasci ontem e sei que o individualismo é o alicerce do nosso contexto atual. Porém, nunca se ouviu coisas como "ele é assim porque quer" ou "cada um faz o que gosta" impera como os grandes eufemismos da nossa época que mostra como nos tornamos cada vez mais únicos, mais sujeitos em si e para si mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos anos 20, no auge da Revolução Russa, surge a possibilidade de ser diferente. Surgiram as vanguardas européias na literatura, nas artes plásticas e no cinema. O homem-câmera do Vertov era expressão de uma esperança de abrirmos mão de nossa individualidade assim como os heróis coletivos do cinema do Einsenstein. Chega de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;close-ups&lt;/span&gt;, o lance é agir independente de uma subjetividade que esta sim é burguesa e perfídia do sistema. Surge ao mesmo tempo a Sociedade do Espetáculo onde as imagens correm soltas, a espécie &lt;span style="font-style: italic;"&gt;homo videns&lt;/span&gt; e todas as outras características estéticas específicas do contexto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fim como nós todos já sabemos é trágico. A televisão e os outros meios de comunicação introjetam figuras menos autoritárias e mais sedutoras que os pais, a escola e outros que eram exclusivamente delegados a produzir subjetividades. Substituindo assim o papel das instituições modernas, os meios de comunicação criam modos de entender o mundo, modos de ser. Dessa forma, o EU é o privilegiado. O eu consciente, é claro. O insconciente ainda possui uma certa relevância no contexto atual, embora sua primazia tenha sido deixada para a velha modernidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Nh_ltoqvxLw/SBqjjIez4wI/AAAAAAAAABo/YWZNtvhGYNM/s1600-h/vertov.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Nh_ltoqvxLw/SBqjjIez4wI/AAAAAAAAABo/YWZNtvhGYNM/s320/vertov.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5195644944092750594" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; (O homem da câmera - Dziga Vertov 1929)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;O meio é propício para os gostos conscienciais, os atos e aquilo que é mais aparentável de ser. Assim, o gosto é o determinante de uma essência, se é que podemos falar de uma essência, mas são as preferências, hoje em dia, que singulariza o sujeito e muito além disso, o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;isola&lt;/span&gt;. Cada um toma os próprios gostos pra si e que se dane o outro. Aliás é o outro que está excluído da minha escolha. "EU gosto de ouvir tais bandas", "EU detesto determinadas situações", ... é o eu sozinho que faz suas escolhas e se encerra em si,não admite alguma forma de intervenção. A identificação é rápida e flexível, variando num ritmo frenético. A fila anda. Stuart Hall fala do supermercado cultural, istoé, das coisas que circulam mundialmente e colhemos para fazer parte daquilo que chamamos de identidade, que é menos uma bola de bilhar do que um mosaico multicolorido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o neoliberalismo e seus efeitos, como o desemprego e menos estabilidade das relações contratuais, o que está em jogo é o salve-se quem puder,  ou  modernizando o ditado, salve-se quem puder e quiser. Hoje em dia, por mais reacionário que isso pareça, o pobre é assim porque quer, porque gosta da sua condição e não por explicações causais maiores como porque ele não teve oportunidades ou porque ele foi duro com a vida. A pobreza é considerada como uma escolha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A enorme variedade de possibilidades e a suposta liberdade que a cidade permite ser nos caracteriza como os únicos que poderão dar o ponto final nesse mundo dadaísta que vivemos. Somos senhores do nosso destino, queremos espantar nossa característica trágica e por isso tudo aquilo que nos caracteriza, o culpado é o EU, o mesmo que faz os gostos, é o réu da sua própria sina. Por isso ainda, tanto charme e elouqüência na mídia, para afastar o que há de trágico em nós, o que não tem sentido, o que não há explicação. Tornemo-nos neuróticos sim, mas mais ainda por tentarmos sermos ao máximo aquilo que queremos e senão o atingirmos, fracassamos e assumimos culpa desse fracasso. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sou EU que gosto, sou EU que quero e sou EU que faço.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5841986085668681206-8670644087969815200?l=pseudeando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5841986085668681206/posts/default/8670644087969815200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5841986085668681206/posts/default/8670644087969815200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pseudeando.blogspot.com/2008/05/eu-gosto-eu-quero-eu-fao.html' title='EU gosto, EU quero, EU faço.'/><author><name>Barão de Itararé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12496129127635022158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Nh_ltoqvxLw/SBqjjIez4wI/AAAAAAAAABo/YWZNtvhGYNM/s72-c/vertov.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5841986085668681206.post-7000764238689459603</id><published>2008-03-03T16:06:00.000-08:00</published><updated>2008-03-03T16:31:47.678-08:00</updated><title type='text'>MA FRANÇAIS EST TRÉS BIZARRE</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://a217.ac-images.myspacecdn.com/images01/48/l_05018c9d579e5af71c6ad5ea1870b960.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px;" src="http://a217.ac-images.myspacecdn.com/images01/48/l_05018c9d579e5af71c6ad5ea1870b960.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=bybKftoefsw"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=bybKftoefsw&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para vocês como eu que não tem tempo (&lt;span style="color: rgb(255, 204, 51);"&gt;$$$$$$$$&lt;/span&gt;) não aprendem francês, eu lhe dou a solução: YELLE em três lições!&lt;br /&gt;1.SEJA VINTAGE: &lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;VISTA-SE COMO SE TIVESSE NOS ANOS 80&lt;/span&gt;, se ainda tiver Pega Vareta, Pogobol ou Atari melhor ainda.&lt;br /&gt;2. &lt;span style="color: rgb(255, 153, 255);"&gt;Abuse no Pop! &lt;/span&gt;Seja Pop e não tenha vergonha disso! Quando seus amigos lhe olharem estranho, pense senão está na hora de parar.&lt;br /&gt;3.Freqüente festas fashionistas em que você pode aparecer no Marcelo Araripe ou na Erika Palomino.&lt;br /&gt;PRONTO! VOCÊ É TÃO FRANCÊS QUANTO YELLE! &lt;span style="color: rgb(102, 255, 153);"&gt;\o/&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu amigo &lt;span style="color: rgb(255, 153, 255);"&gt;Frankenstein&lt;/span&gt; acordou hoje com ressaca moral da noite passada. Afinal, um cérebro prestigiado como de Shaw deve ter abusado muito do seu córtex cingulado anterior, a área que é responsável pela coordenação dos movimentos e ações e nos diz a respeito se o que estamos fazendo está de acordo com aquilo que queríamos fazer. Bêbados na maioria das vezes efetivamente mandam o cingulado anterior pro espaço, como fez meu querido frank Shaw.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.theculturebeat.com/wp-content/photos/Karloff__Boris__Frankenstein__03.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px;" src="http://www.theculturebeat.com/wp-content/photos/Karloff__Boris__Frankenstein__03.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 204, 204); font-weight: bold;"&gt;"Oh man, I've got a terrible headache!"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5841986085668681206-7000764238689459603?l=pseudeando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5841986085668681206/posts/default/7000764238689459603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5841986085668681206/posts/default/7000764238689459603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pseudeando.blogspot.com/2008/03/ma-franais-est-trs-bizarre.html' title='MA FRANÇAIS EST TRÉS BIZARRE'/><author><name>Barão de Itararé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12496129127635022158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5841986085668681206.post-2645847427465467408</id><published>2008-02-25T17:14:00.003-08:00</published><updated>2008-12-09T05:21:23.476-08:00</updated><title type='text'>A saga do Frank ...(ic)... Frankenstein.</title><content type='html'>Anos e anos lecionando na faculdade de Cambridge, dando palestras pelo mundo afora e escrevendo os títulos dos melhores best-sellers, nunca imaginei vivenciar esse momento de extrema importância e que deixará marcas até eu virar cinzas. Uma coisa gosmenta, acizentada com algumas regiões brancas, com a forma achatada e se encontra em dobras. É... eu achei o cérebro!&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Nh_ltoqvxLw/R8N4d-2a3OI/AAAAAAAAABU/_TDiSMnKmS8/s1600-h/NEURO.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 310px; height: 245px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Nh_ltoqvxLw/R8N4d-2a3OI/AAAAAAAAABU/_TDiSMnKmS8/s320/NEURO.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5171109253634252002" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;    Eram altas horas da noite quando ouvi um barulho no andar de baixo, mais exatamente, no sótão onde fica minha adega com os melhores vinhos do Brasil e talvez do mundo. Curioso e destemido como eu não existe, então parti para saber o que estava acontecendo. Coloquei meu roupão de seda, minhas pantufas pois se eu saísse da minha quente e colocasse meus pés no chão frio seria motivo de mau humor para o dia inteiro. Durante o caminho pensei no que poderia ser essa hipótese: Será que é o meu filho que decidiu bebericar um &lt;span class="simples"&gt;Romanée-Conti ou &lt;/span&gt;&lt;span class="simples"&gt;Château Latour? Não, ele é adepto da Cantina da Serra mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Fiquei mais impressionado com o ritmo a cada passo mais próximo, parecia uma escola de samba. Será que estão fazendo uma festa surpresa pra mim e chamaram a bateria da Mangueira pra comemorar? Mas meu aniversário já passou e os meus amigos mais próximos sabem que de samba eu só gosto de Cartola, meu amigo de infância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Quando cheguei então na porta, o barulho parou. Resolvi abrir... A porta estava entreaberta e lá se encontrava o meu maior segredo com vida! O meu Frankenstein!&lt;br /&gt;  Anos e mais anos de pesquisa tentando encontrar um segredo, qualquer que fosse, para animar a minha experiência mais extravagante de toda minha vida. Eu já havia até esquecido dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas... como ele conseguiu vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Eu fui conversar com ele, afinal, ele possuía o cérebro de Bernard Shaw e com certeza saberia se expressar da melhor forma possível. Porém, notei que alguns meus "Sauvignons" estavam abertos e to-tal-men-te vazios. Então percebi que meu querido recém-nascido tinha um forte pra bebida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"-Oh man, I lost count of how much I have drunk!Could you take me home?"&lt;/span&gt;&lt;span class="style7"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; Não tinha escolha senão concordar e levantar Bernard Shaw no corpo de um homem de mais de 90  quilos e carregar até o quarto de hóspedes. Assim que chegamos, ele se jogou na cama e apagou.&lt;br /&gt;A partir daí eu sei que o seu sistema modulador estava ativo desativando seu locus coeruleus que assim diminuia a quantidade de adrenalina no cérebro de Shaw o embalando para uma noite tranquila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu apaguei a luz do quarto e disse em voz baixinha: "Good night, Bernard." E fui dormir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5841986085668681206-2645847427465467408?l=pseudeando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5841986085668681206/posts/default/2645847427465467408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5841986085668681206/posts/default/2645847427465467408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pseudeando.blogspot.com/2008/02/saga-do-frank-ic-frankenstein.html' title='A saga do Frank ...(ic)... Frankenstein.'/><author><name>Barão de Itararé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12496129127635022158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Nh_ltoqvxLw/R8N4d-2a3OI/AAAAAAAAABU/_TDiSMnKmS8/s72-c/NEURO.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5841986085668681206.post-2664016043821208341</id><published>2008-01-29T19:17:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T05:21:24.750-08:00</updated><title type='text'>Quando nasci,o mundo das idéias disse: Desce e pseudeia!</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;E aí seu ano novo foi assim... como o da Hebe?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Nh_ltoqvxLw/R5_scyW4guI/AAAAAAAAABM/0i68FXZC-Xs/s1600-h/02_MVG_hebe01.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Nh_ltoqvxLw/R5_scyW4guI/AAAAAAAAABM/0i68FXZC-Xs/s320/02_MVG_hebe01.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5161103677288121058" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Aposto que fizeram muitas listas, promessas, projetos e dúvidas se tudo isso vale a pena. Não chorem ainda não porque tenho uma canção ou melhor um funk!&lt;br /&gt;Pra começar 2008 com pé direito vou contar a história da subjetividade, tão pseudeada aqui neste blog. E como não poderia ser, vamos pseudear mais e mais porque esse ano não é só mais um ano, mas sim o ducentenário da vinda da família real ao Brasil.(E o kiko?)&lt;br /&gt;Assim, a subjetividade dessa época também será privilegiada assim como a nossa época, a pós-modernidade que é rica em questões de extrema relevância para a sociedade. Então terminaremos a genealogia da subjetividade digna de Foucault com o momento pós-moderno com a participação de Deize Tigrona. Além disso, teremos participações especiais da Menina Pastora, Jerry Springer e outros que trabalham com afinco na produção de subjetividades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curiosos? Então que comece a pseudear subjetividades!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;****************************************************************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A HISTÓRIA DA SUBJETIVIDADE: DA GRÉCIA A DEIZE TIGRONA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já dizia Platão e  a torcida grega do flamengo que nós não somos coisa alguma. Somos menos alguma coisa que alguma coisa está em mim e esse sou eu. Na verdade, é mais um ele que sou eu, pois somos nada mais nada menos uma alma que não é minha, individual, mas sim uma alma universal que circulava no mundo das idéias antes de eu nascer.&lt;br /&gt;Não havia subjetividade interiorizada com experiências ancorada em um "eu".Nem um eu que mantem cuidados de si para si mesmo, é um eu que visa automedida, autocontrole que precisa se conhecer para domar seus vícios para então salvar sua pólis das garras de um tirano, é um eu para pólis. O sujeito grego tinha então uma espécie de subjetividade power ranger em que seu dever principal era ser um Megazord com toda sua força maximizada para eliminar a tirania da Rita Acapulco e sua turma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí veio a tópica do cristianismo, que vigora até hoje só que de uma forma bem diferente. O homem santo se destacava da sua comunidade para encontrar os pensamentos infundidos por Deus. Assim, sua subjetividade se torna recatada, jogada para segundo plano que serveria de espaço privado que só seria aberto nas confissões do século XVI quando a Igreja foi a primeira a colocar os nossos desejos íntimos em um discurso. Pra você ver que essa história de contar intimidades para um estranho num espaço íntimo não é tão original assim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_hzOreCRlYLU/R5_ofwL3HQI/AAAAAAAAABY/y8dk1tY8ZJg/s1600-h/promogabf09.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 204px; height: 153px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_hzOreCRlYLU/R5_ofwL3HQI/AAAAAAAAABY/y8dk1tY8ZJg/s320/promogabf09.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5161099330198117634" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Se o padre foi o precursor do psicanalista, consideramos que seu divã era arcaico, já que o indivíduo mal conseguia se ajoelhar naquela casinha de madeira comida por cupim. Os psicanalistas sacaram a idéia e compraram um divã bem acolchoado, reclinável e com almofadas caso no meio da sessão, quiser dormir para então acordar e contar o sonho que teve ao analista. Ainda conseguem uma boa grana com isso, já que ouvir o que você sonhou na noite passada ou o que desejou custa muito caro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Menina Pastora&lt;/span&gt;,atualmente uma das líderes mirins em subjetivação em massa pela religião , possui um poder que, salvo &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Xuxa&lt;/span&gt;, consegue dominar massas com seu olhar angelical e a voz doce impelindo o povo para um Deus que no vídeo ela diz suas qualidades num modo quase hipnótico.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_hzOreCRlYLU/R5_nywL3HPI/AAAAAAAAABQ/1Bd_IUfLeXo/s1600-h/menina+pastora.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 227px; height: 264px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_hzOreCRlYLU/R5_nywL3HPI/AAAAAAAAABQ/1Bd_IUfLeXo/s320/menina+pastora.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5161098557104004338" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=5_ep3ZqAi8I&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas pessoas preferem outros meios de produção de subjetividade como a TV. A TV dá formas de entender o mundo, de como se vestir e até mesmo de como representar na vida real como por exemplo, chorar de um lado só quando está triste e aprender que todos nós temos &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;duas caras&lt;/span&gt;, mesmo que exija muitas &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;páginas da vida&lt;/span&gt; pra descobrir isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_hzOreCRlYLU/R5_pRgL3HSI/AAAAAAAAABo/WvcU3zC24-s/s1600-h/Springer.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_hzOreCRlYLU/R5_pRgL3HSI/AAAAAAAAABo/WvcU3zC24-s/s320/Springer.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5161100184896609570" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Jerry Springer&lt;/span&gt;, um apresentador da TV americana, que apresenta um programa que exibe conflitos pessoais regados a porradaria declarou uma vez fazer o certo, porque senão estaria errado. Ele quis dizer que seu programa é de grande audiência e assim é incontável o número de subjetividades que ele subjetiva. Muitas estratégias como o zoom nos corpos, especularização do conflito e até mesmo um fogo na lenha. É como se a vida fosse reduzida a conflitos que precisam se expôr, porque &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;o que não acontece na TV muitas vezes não acontece. ( http://www.youtube.com/watch?v=aQej27tSpY0 )&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A internet, mais especificamente, o orkut e o fotolog permitem meios de exposição que produzem outras formas de subjetividade. O sujeito não precisa se esconder do olhar público para ser mais autêntico, a fronteira entre o ser e o aparecer está diminuída e legitimamos subjetividade até mesmo nos textos bobos e nas fotos que postamos nos sites pessoais. O olhar público se estende cada vez mais para nossa intimidade, vide exemplo da foto abaixo.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_hzOreCRlYLU/R5_pxwL3HTI/AAAAAAAAABw/RojQSkUqZRs/s1600-h/hmaprecie.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_hzOreCRlYLU/R5_pxwL3HTI/AAAAAAAAABw/RojQSkUqZRs/s320/hmaprecie.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5161100738947390770" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;(O Olho que tudo vê e nada vê.Seria o panóptico de Bertham? Hm aprecie o abstrato.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim pseudeando subjetividades, arriscamos a idéia de que assim como a religião, a psicanálise, os meios de comunicação, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;o funk de Deise Tigrona é um meio de subjetivação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano passado dei uma palestra exclusivamente sobre o assunto, não me vem a cabeça sobre exatamente o que era, mas é claro, lembro do título que eu mesmo fiz: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Deise Tigrona a alma: Subjetivação até o chão!"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue o resumo sobre a apresentação publicada no site de um congresso internacional de muita consideração:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_hzOreCRlYLU/R5_qQQL3HUI/AAAAAAAAAB4/7ta7tRxZk1c/s1600-h/t_deisetigrona.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_hzOreCRlYLU/R5_qQQL3HUI/AAAAAAAAAB4/7ta7tRxZk1c/s320/t_deisetigrona.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5161101262933400898" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"DEISE TIGRONA DO QUADRIL À ALMA: SUBJETIVAÇÃO ATÉ O CHÃO!"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste trabalho pretendo expôr a hipótese de que a nossa sociedade pós-moderna, os meios de subjetivação estão cada vez mais diversos e que a música, poderoso mobilizador de corpos, partindo da famosa frase de Foucault "Pelo corpo, atingimos a alma" atinge a alma quando instiga o rebolador com versos perniciosos como "está ardendo mas está entrando" ou "Injeção dói quando fura / Arranha quando entra / Doutor assim não dá / Minha poupança não agüenta". Essa pesquisa patrocinada pela CNPq e a FAPERJ tem como objetivo investigar as formas de subjetivação que os funks de Deise Tigrona realiza ao mobilizar os quadris dos indivíduos e através deles atingir a alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse pequeno resumo ilustra minha curiosidade pela cantora que mobiliza multidões, passando da erotização a autoerotização, do próprio cuidado com o remelexo, com a interiorização da rebolada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso minha gente, até o próximo post do ano que contará com a presença de Fafá de Belém e a visibilidade!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5841986085668681206-2664016043821208341?l=pseudeando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5841986085668681206/posts/default/2664016043821208341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5841986085668681206/posts/default/2664016043821208341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pseudeando.blogspot.com/2008/01/quando-nascio-mundo-das-idias-disse.html' title='Quando nasci,o mundo das idéias disse: Desce e pseudeia!'/><author><name>Barão de Itararé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12496129127635022158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Nh_ltoqvxLw/R5_scyW4guI/AAAAAAAAABM/0i68FXZC-Xs/s72-c/02_MVG_hebe01.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5841986085668681206.post-22747122430580951</id><published>2007-11-16T20:04:00.000-08:00</published><updated>2007-11-19T19:29:45.325-08:00</updated><title type='text'>De bode</title><content type='html'>Caríssimos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Como pude ser um escritor tão ingrato a ponto de deixá-los às favas! Contudo, há males que vêm para o bem e imagino que vocês se divertiram bastante. O site de relacionamentos Orkut, o site de vídeos engraçados e joviais, Youtube e até mesmo aqueles sites de tarja preta nas partes íntimas das modelos não é mesmo? Então pra que a reclamação?! Relaxem, sou funcionário público e não sou pai de todo mundo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveitando a deixa, venho avisar vocês que no final desse ano um amigo de muita estima minha irá fazer a retrospectiva do seu ano. É,isso mesmo que vocês acabaram de ler nessa mesma linha (dependendo do navegador): O moço se chama Leonardo, tem aproximadamente 19 anos, mas se acha um velho encarnado no corpo de um jovem que se ele continuar relaxando, não haverá tanta diferença. Estuda Psicologia na Universidade do Brasil, faz estágios, curso de inglês que ele promete terminar, mesmo que para isso demore uma vida, gosta de ter uma leitura agradável, embora esteja com uma mania estranha de ler andando, mesmo que andem por ele, como no ônibus. Vê filmes como uma regularidade de um fumante, só que como é mais caro esse vício, não é com a mesma freqüência do fumante. Vive falando de um tal de Foucault e Freud, cita umas frases psicanalíticas baratas e taxa tudo e todos de pseudointelectuais e ainda vem se acostumando com a sua santa ignorância e que aquilo que critica não deixa de ser o seu berço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um rapaz muito prestigiado nas coisas que faz, mesmo quando não reconhece isso. Até porque prestigia muito as críticas que vão em direção a ele, mas com a terapia de corrente teórica similar ao pragmatismo entitulada "Dane-se" (Embora os jovens de hoje façam o uso de um termo mais chulo). Assim, com recalques ele constrói seu império de defeitos como todo ser humano. O que lhe deixa mais feliz? Bem deixa eu ver, ah sim! De regra: Os bons amigos. É deveras fanfarrão e que se a vida fosse uma festa, ele seria um daqueles &lt;span style="font-style: italic;"&gt;habitués&lt;/span&gt; bizarros.&lt;br /&gt;É um neurótico de todas as escalas do CID-10, passeia por todos os transtornos de humor e ansiedade e não é à toa que sua linha de pesquisa em sua faculdade é sobre a questão do Normal e do Patológico: Afinal, como é possível ser 10 em 1?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leonardo também tem defeitos e um deles terminaria aqui, se ele próprio escrevesse isso, ou melhor, falasse sobre. É tímido xiita, daquele que solta uma voz baixinha no consultório médico pra dizer onde mora e até mente o CEP pra não ter que ficar horas pensando sobre/pra falar disso. Por isso, ele escreve, escreve, escreve e não foi por ter cortado cana naquele verão de 1997 na fazenda dos seus avós que fizeram seus calos, mas sim a escrita e principalmente o jeito de segurar o lápis que não é nenhum pouco convencional. Nesse ponto, Clarice Lispector falou a melhor coisa que poderia ouvir: "Só a escrita liberta". E é mesmo, quando está inspirado pra criar e colocar no papel algo, fica horas falando sozinho, dando vida, mas também tirando-a de seus personagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro defeito é seu "emcimadahorismo", uma doutrina que não dá perdão a nenhum metódico,embora Leonardo o seja bastante! Sai de casa emcimadahora, come emcimadahora, estuda emcimadahora, escolhe emcimadahora. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mas às vezes não... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse seria um outro defeito dele: Ser contraditório na medida em que quando passa para um nível de maior visibilidade não concilia com aquilo que se torna menos visível, mais original. Calma, não vamos abrir ainda o livrinho da OMS não. Muda de opinião, muda. Mas não muda também. Quanto mais se explica, menos se explica, ainda que (porque "embora" já deu no saco) explique outras coisas ao seu redor bem explicadas. Vocês entenderam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que fique claro, o meu amigo Leonardo é assim. E assim que quero continuar vê-lo, mesmo com seus problemas e suas explicações mais ofuscadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falei, falei, falei pra dizer que meu amigo Leonardo tem um blog pessoal e nele faz uma retrospectiva todos os anos da sua vida (Claro que é como a ponta de um iceberg: Bem sucinto e representando pouco do grande TODO de suas experiências) e pra não ser diferente, ele vai publicar a desse ano a partir do dia 27/12. Então, todos os meus amigos, inclusive os de gamão às quartas-feiras estão convidados!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;www.rockblocks.blogspot.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;até dezembro! ;^)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5841986085668681206-22747122430580951?l=pseudeando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5841986085668681206/posts/default/22747122430580951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5841986085668681206/posts/default/22747122430580951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pseudeando.blogspot.com/2007/11/de-bode.html' title='De bode'/><author><name>Barão de Itararé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12496129127635022158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5841986085668681206.post-1881134844947639031</id><published>2007-10-04T16:05:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T05:21:25.194-08:00</updated><title type='text'>pseudeando subjetividade</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Vivemos numa sociedade complicada, não é mesmo? Atualmente somos atravessados por forças que aniquilam nosso eu (self). Eu como psicólogo, párapsicólogo e chegapsicológo, tenho o conhecimento necessário para encontrar o seu bem-estar subjetivo nesse mundo ordinário, que nos torna neurótico desde o primeiro berreiro, dentre muitos que aparecerão, na maternidade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Em 2001, escrevi: "2001: O ano em que não fizemos contato" sobre a frustração em que o homem pós-moderno encontra ao acordar de um sonho, em que ganha na megasena, para enfrentar a realidade, pegando transportes coletivos insalubres todos os dias para ganhar o seu pão, dormido, por sinal.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Semana que vem darei uma palestra na Universidade de Cambridge, o tema é de extrema importância para a sociedade e se chama: "A SOCIEDADE PÓS-MODERNA E O CABELO DA WHOOPI GOLDBERG EM GHOST", segue a programação:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Nh_ltoqvxLw/RwV8Crfv_5I/AAAAAAAAAA0/IIoMcoCeSe8/s1600-h/ghost.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5117632937053912978" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Nh_ltoqvxLw/RwV8Crfv_5I/AAAAAAAAAA0/IIoMcoCeSe8/s320/ghost.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A sociedade atual demonstra a emergência de um sujeito cindido, que escapa da sua essência o conhecimento sobre seu folículo peloso, o cabelo. Whoopi Goldberg é um exemplo de que o inconsciente já se faz ficar nítido até mesmo em sua cabeleira, mostrando uma ponta do seu Ego e uma inclinação rígida furiosa na parte traseira do Superego. Assim, hoje em dia ficamos mais frustrados quando o inconsciente tenta despontar nem que seja com um pequeno friss, como é chamado nas propagandas. Não queremos saber do nosso outro lado, nossas raízes ancestrais são literalmente chapadas e ficamos alienados de nossa história. Nossas experiências inconscientes ficam lisas e ainda cheirando a chocolate.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Na mesma palestra cito Elvira, outra contemporânea de Whoopi, ah bons tempos em que não havia recalque de formol!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Nh_ltoqvxLw/RwV8Z7fv_6I/AAAAAAAAAA8/V95i5FirHoI/s1600-h/Elvira-edit.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5117633336485871522" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Nh_ltoqvxLw/RwV8Z7fv_6I/AAAAAAAAAA8/V95i5FirHoI/s320/Elvira-edit.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas ainda temos uma representante do brotamento do inconsciente na peruca: Elke Maravilha. Com sua peruca com cabelos extremamente frisados, brotando energia libidinal para os todos lados, seu inconsciente doma seu ego que a faz tornar uma delirante em potencial. Sabe-se lá como isso acontece, ainda precisamos de mais estudos, com apoio da CNPq, talvez.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Nh_ltoqvxLw/RwV9XLfv_7I/AAAAAAAAABE/M6ZqFBuDBSM/s1600-h/entrevista_01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5117634388752859058" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Nh_ltoqvxLw/RwV9XLfv_7I/AAAAAAAAABE/M6ZqFBuDBSM/s320/entrevista_01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;No post que vem, falarei sobre minha nova palestra "AS LETRAS DA DEISE TIGRONA E SEUS MODOS DE SUBJETIVAÇÃO". Não percam!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5841986085668681206-1881134844947639031?l=pseudeando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5841986085668681206/posts/default/1881134844947639031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5841986085668681206/posts/default/1881134844947639031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pseudeando.blogspot.com/2007/10/pseudeando-subjetividade.html' title='pseudeando subjetividade'/><author><name>Barão de Itararé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12496129127635022158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Nh_ltoqvxLw/RwV8Crfv_5I/AAAAAAAAAA0/IIoMcoCeSe8/s72-c/ghost.gif' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5841986085668681206.post-273061035348806275</id><published>2007-07-21T21:36:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T05:21:25.328-08:00</updated><title type='text'>Intelectuais: Risco de Extinção</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Nh_ltoqvxLw/RqLh-wmr6JI/AAAAAAAAAAs/f_LbN09TRkg/s1600-h/extincao.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5089878997197383826" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Nh_ltoqvxLw/RqLh-wmr6JI/AAAAAAAAAAs/f_LbN09TRkg/s320/extincao.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Assim como o sapo &lt;em&gt;Ettus Cabinoicus &lt;/em&gt;, os intelectuais estão sumindo! Tornando-se figuras folclóricas de nossa sociedade, santuários de universidades(dignas, é claro), piadinhas para turistas (Um amigo me disse que no museu construído na cidade onde nasceu Freud vende-se um bonequinho do falecido pai da psicanálise que apertando sua barriga ele diz "Tell me about your mother"), além de servir como referências para seus impostores - os pseudointelectuais.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Os intelectuais não são pessoas, elas existem como entidades que habitam o mundo das bibliotecas, lugares genuínos onde se pode encontrar as principais contribuições desses orixás da intelectualidade mundial. &lt;strong&gt;Mas quem são os intelectuais?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Os intelectuais são aqueles que estão mais próximos da Verdade. Escalando o Pico das Leituras Negras, atravessam cadáveres de pseudointelectuais que ficaram no caminho, não chegando ao topo, ao ponto máximo onde se encontra a Verdade com V maiúsculo e capaz de dar poderes especiais assim como Deus deu a Moisés para dividir o mar e passar o seu povo. A jornada para Verdade é um épico em que cada intelectual se prepara para enfrentar anos de geadas, sabotagens, barulho na casa do vizinho que atrapalha a leitura até fincar a bandeira com o sobrenome é claro no topo do Pico. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Não satisfeitos, os intelectuais ao chegarem no topo, criticam a Verdade. Batem boca uns com os outros, afim de tomar a Verdade como verdadeira. Assim, é cada mais difícil sobrar Verdade para outros ou até mesmo deles conquistarem as Suas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;São poucos, como eu falei anteriormente. Geralmente são falecidos, é raro hoje em dia chamar alguém de intelectual, mesmo que o sujeito conheça a enciclopédia de cór(que está muito "out" no meio intelectual), as obras completas de filosofia (está nunca saiu) e um pouco de música clássica (para momentos de descontração entre um livro e outro) suas vidas se confundem com as próprias obras.Isso acontece porque um intelectual é assim chamado quando possui uma vasta bibliografia e principalmente se é reconhecida pela sua comunidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Aproveitando o exemplo do início,Sigmund Freud. Nasceu na República Tcheca em 1856, mas passou a maior parte da vida em Viena, onde se encontraria com Dr. Joseph Breuer e discutiriam o mais forte testemunho de sua ciência: A histeria. A doença de sintomas claros, sem possuir nenhuma origem orgânica, mas ainda assim alavancava esses sintomas. Oras, em todos esses anos de vida, Freud até seu falecimento em 1939 na capital inglesa, escapando da ocupação nazista, ganhou apenas um prêmio na vida: O Prêmio Goethe em 1930 e mais, pela sua contribuição literária! O criador de uma revolução no tratamento clínico e uma subversão na psicologia merecia só isso? Mas seu poder foi tão oportuno na época que vinga até hoje com termos que não saem da nossa cabeça. Até funks trazem os diferentes termos psicanalíticas como o "Sem caô, sem neurose" ou quem não ouviu por aí alguém dizer "recalcado" ?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Aqui no Brasil REZA A LENDA que temos um intelectual que ultrapassa continentes e mais: Ainda é vivo! :O&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Depois de passar um tempo com um grande cantor da década de 70 que cantava hits como "Gita", "Quem não tem colírio usa óculos escuros" e outros, o cabalístico Raul Seixas. O homem se chama Paulo Coelho e é reconhecido como tal por publicar livros que aparentemente são de ficção, mas TODOS têm um fundo moral e se confundem até com os de auto-ajuda. Seu maior sucesso foi "O Diário de um Mago", após uma experiência na caminhada de Santiago e que fez estrear nesse mundo do "book business". Outro livro dele foi "O Alquimista" que foi traduzido pra milhões de línguas e daí tornou-se até membro da Academia Brasileira de Letras e legitimando seu intelecto na sociedade brasileira.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O título de "intelectual" então é flexível quando se trata de lugares, culturas e até educação. Mas o seu poder está na originalidade, na capacidade &lt;em&gt;robocop&lt;/em&gt; de unir anos de leitura, pesquisa (alguns fazem mestrados e doutorados) e transformar num panfleto de alcance mundial que balança estruturas políticas, cria polêmica e eterniza sobrenomes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foucault, Freud, Canguilhem, Sartre, Lacan são alguns outros exemplos de Oguns que perpassam o corpo dos pseudointelectuais, mas estes não incorporam por terem o "corpo fechado".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5841986085668681206-273061035348806275?l=pseudeando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5841986085668681206/posts/default/273061035348806275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5841986085668681206/posts/default/273061035348806275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pseudeando.blogspot.com/2007/07/intelectuais-risco-de-extino.html' title='Intelectuais: Risco de Extinção'/><author><name>Barão de Itararé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12496129127635022158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Nh_ltoqvxLw/RqLh-wmr6JI/AAAAAAAAAAs/f_LbN09TRkg/s72-c/extincao.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5841986085668681206.post-987365125167434281</id><published>2007-07-18T08:32:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T05:21:25.506-08:00</updated><title type='text'>Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Nh_ltoqvxLw/Rp5IvFlHLZI/AAAAAAAAAAk/XIr8xh5ZkLo/s1600-h/brilho2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5088584602764127634" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Nh_ltoqvxLw/Rp5IvFlHLZI/AAAAAAAAAAk/XIr8xh5ZkLo/s320/brilho2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Caros leitores,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;"Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças"&lt;/strong&gt; do &lt;strong&gt;Michel Gondry&lt;/strong&gt;, cujo trabalho só conhecia pelos videoclipes maravilhosos que ele faz. Na verdade eu tinha assistido esse filme há um tempo atrás, mas sinceramente não tinha gostado muito porque não tinha entendido e não fazia questão de entender: Primeiro porque tinha a &lt;strong&gt;Kate Winsley&lt;/strong&gt; no elenco e ela pôde até ter se superado e feito uma carreira de indicação a oscar, mas a imagem dela como sobrevivente do maior transatlântico e pior filme romanesco (o que é aquela trilha sonora? &lt;strong&gt;Credo&lt;/strong&gt;!) que eu vi em toda minha vida , o &lt;strong&gt;"Titanic"&lt;/strong&gt; não sai da minha cabeça.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Arrasado ao descobrir que sua namorada, Clementine, pagou a um médico para eliminá-lo das suas lembranças, Joel decide fazer o mesmo. Deitado em sua cama e inconsciente enquanto um técnico localiza suas memórias de Clementine e as apaga, Joel, porém, responde mal ao tratamento. Enquanto cada experiência que passou com a namorada ressurge e é brevemente revivida, há alguma parte dele que permanece alerta e se dá conta de que ele não vai se livrar apenas daquilo que lhe causa dor: os bons momentos estão escoando pelo ralo junto com os momentos ruins - e até esses, afinal, ele gostaria de preservar. Em seu desespero, Joel tenta esconder Clementine em partes do seu cérebro que o técnico não mapeou. Ele a leva para as humilhações da adolescência e para as confusões da infância, correndo com Clementine por entre o labirinto daquilo que ele foi antes de conhecê-la, com o técnico sempre em seu encalço. Quanto mais imaterial a namorada se torna, maior sua certeza de que ele está cometendo um erro terrível: com ou sem Clementine ao seu lado, Joel precisa que ela exista. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Nh_ltoqvxLw/Rp5Hk1lHLYI/AAAAAAAAAAc/iV8XXuU5JAM/s1600-h/brilho.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5088583327158840706" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Nh_ltoqvxLw/Rp5Hk1lHLYI/AAAAAAAAAAc/iV8XXuU5JAM/s320/brilho.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Aí começa a viagem do Dr. Howards na mente de Joel que irá lidar com experiências que não estavam no seu mapa, mas que faziam ainda um sentido. Mas um sentido diferente daquele quando foi vivido, essa brincadeira de Michel Gondry e de Charlie Kaufman com o "jogo do inconsciente": "O que se apreende do passado, não é, segundo Lacan, aquilo que já foi e não existe mais, nem aquilo que existiu e persiste no que o sujeito é, mas aquilo que terá sido em relação àquilo em que está se transformando...A palavra atual organiza o sentido do passado em função do futuro" (Bezerra citando Lacan em "Subjetividade Moderna e Campo da Psicanálise). Ou seja, a história de Joel e como a de todos nós não é linear, pelo menos a história de sua realidade psíquica, que tem muito mais a ver com a verdade do inconsciente que está em constante transformação. São experiência inconscientes que como palavras de um texto em língua estrangeira, quando retiradas do seu contexto para tradução, pode haver vários sentidos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É assim que segue a impossibilidade de uma perturbada "arrancada" de Clementine da sua história, ela está em outras experiências, adquirindo novos sentidos, ganhando força em outros campos e com a própria ajuda de si, fazendo resistência a própria escolha de apagá-la.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"Nos vemos em Montauk" seria então o que ficou dessa experiência, não faz mais sentido como de antes, mas como na louca, porém brilhante e necessária edição do filme mostra no início que na verdade foi "pós-retirada de Clementine da memória", ou seja, o fim, que Joel mata o trabalho, sai do seu destino pra repetir algo que ele já fez e acha que é inédito. É como se alguma coisa retornasse de alguma forma com um sentido rearrumado, não necessariamente o mesmo. E como Clementine também passou pelo mesmo apagão, corre atrás do sentido, tenta revivê-lo de outra forma.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Então é isso, minha gente. Pseudopsicanálise também vale! E no próximo post (calma eu já vou publicá-lo) será sobre os intelectuais que ainda existem... Seguindo a linha de explicação sobre este caríssimo blog!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;*Ajudaram nessa pseudopsicanálise:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Isabele Buscov(Revista Veja) com a sinopse.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Bezerra Jr., B. "Subjetividade Moderna e o Campo da Psicanálise" In "Freud 50 Anos". Org: Joel Birman.1989,Rio de Janeiro, RJ.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5841986085668681206-987365125167434281?l=pseudeando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5841986085668681206/posts/default/987365125167434281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5841986085668681206/posts/default/987365125167434281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pseudeando.blogspot.com/2007/07/brilho-eterno-de-uma-mente-sem.html' title='Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças'/><author><name>Barão de Itararé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12496129127635022158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Nh_ltoqvxLw/Rp5IvFlHLZI/AAAAAAAAAAk/XIr8xh5ZkLo/s72-c/brilho2.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5841986085668681206.post-1920851172463475705</id><published>2007-06-10T16:12:00.000-07:00</published><updated>2007-06-10T16:47:15.539-07:00</updated><title type='text'>O dia que o blogmaster recalcou</title><content type='html'>Caros amigos,&lt;br /&gt;sinto muito pela falta de educação que o ser que vos escreve não escrever mais! É com uma desculpa que não é esfarrapada que eu digo que esqueci a senha desse sítio &lt;em&gt;moderninho&lt;/em&gt; demais pro meu gosto. Eu que fui criado nas melhores famílias do século XX e agora me deparo com tamanha demência de esquecer a senha do próprio blog!&lt;br /&gt;Tenho hábitos muito estranhos e o maior deles, o segundo é o de tomar banho ouvindo música, é anotar senhas em papéiszinhos "perdíveis". Tomara que aquele papelzinho que deixei em cima da mesa (por sinal não está mais) não seja a senha do banco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, depois de passar dias sonhando com números da megasena, com a harpa mágica e o concurso de beleza de lontras com direito a deslocamento, condensação, associações e toda salada que os psicanalistas gostam, o meu recalque veio a tona:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O retorno do recalcado&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava eu todo pomposo ouvindo a rádio MEC (rádio preferida dos pseudos) com minha bengala de estimação, comprada num sebo alternativo de São Paulo (Aliás qual sebo não é alternativo, não é mesmo? Ahh, o berinjela, esqueci!) , passeando pela Cinelândia quando, de repente, a mesma se enrolou num fio da cedae e eu acabei sendo levado para o esgoto.&lt;br /&gt;Assim que pousei num lago de cor esverdeada escura, um jacaré apareceu e me carregou em suas costas pelos tubos apertados do encanamento da cidade. O trânsito foi ótimo, porque não estávamos na hora do rush. No meio da viagem, o jacaré que se chama Bobby contou sua história: Era um jacaré mestiço, nascido nos Estados Unidos e radicado no Brasil, seu pai era australiano e sua mãe, uma portuguesa que sabia como pegar um peixe pela boca: Seus bolinhos de bacalhau eram deliciosos! Me contou da sua infância sofrida no Japão quando seu pai foi recrutado para lutar com os kamikazes por uma população de répteis mais digna! A foto da criança nua foi pinto (aprendi essa expressão com meu neto) para a sua quando, escapando de uma bomba, saiu da lagoa como veio ao mundo! A foto é de Crocodilo Dundee, que tornou a ser seu melhor amigo desde então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao aparecer numa espécie de bar em que os jacarés bebuns pareciam se encontrar e se queixar da nova situação do esgoto que fica vazio em virtude dos lançamentos clandestinos de detritos nas praias, vi o chaveiro de uma "jacaréa" com uma frase "Aonde estiver, xxx" O xxx era a minha própria senha! Como assim Wanessa? (Essa aprendi com um travesti de rua).&lt;br /&gt;Aí, deixei uma gorjeta pro Bobby e fui correndo pra casa. Entrei na internet e aqui estou eu, vosso autor às suas disposições e indisposições também! (&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;ISTOÉ&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; indica &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;PSEUDEANDO &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;para leitura de ressaca!).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.:.........:.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, caros leitores, peço mil e uma desculpas por deixarem vocês sem o engov da sua balada.  Voltarei no post que vem falando sobre os seres que AINDA habitam esse planeta: Os intelectuais como prometido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Beijos&lt;/span&gt;,&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;meliga&lt;/span&gt;. (Meu netinho é uma figura!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Marquês de Itararé tem onze filhos e doze netos. O mencionado no post em questão é Arlley, mas é apelidado pelos amigos de Arlete.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5841986085668681206-1920851172463475705?l=pseudeando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5841986085668681206/posts/default/1920851172463475705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5841986085668681206/posts/default/1920851172463475705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pseudeando.blogspot.com/2007/06/o-dia-que-o-blogmaster-recalcou.html' title='O dia que o blogmaster recalcou'/><author><name>Barão de Itararé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12496129127635022158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5841986085668681206.post-389261261715460067</id><published>2007-04-01T15:06:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T05:21:26.000-08:00</updated><title type='text'>Introdução à arte de pseudear</title><content type='html'>Caríssimos amigos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que com muita honra que inauguro esse blog, digo, esse pseudoblog. Cansado de tanta lamúria e vocabulário chulo do blog de outrora, faço minha tábula rasa sobre todos os meus votos de adolescente pseudoindie inconseqüente, para entrar numa fase de profunda reflexão. (Não que eu tenha virado um buda ou um pseudozen saibaba.) Já dizia o nosso grande poeta Carlos Drummond de Andrade e um intelectual genuíno: &lt;a href="javascript:AbreJanela(" cmd="txt&amp;ref=1076936960');&amp;quot;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;em&gt;"Eterno é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se eterniza, e nenhuma força jamais o resgata."&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;Então, que seja "eterno enquanto dure".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se vocês perceberam, mas esse blog tratará de assuntos que dificilmente aparecem na mídia, na sua sala de estar, no conforto do seu lar ou até mesmo no insalubre bar que você bebe cerveja quente com seus amigos. Terá muitos assuntos importantes como por exemplo a metafísica de Kant, o surrealismo de Breton, a poesia de Baudelaire, a filosofia de Deleuze e letras de músicas de bandas pseudointelectuais como Los Hermanos. Além disso, teremos frases, textos, citações, ensaios e todos eles cheios de aspas, rebuscamento de escrita e até uma certa aversão em relação ao leitor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pseudo, do grego pseudes, não tem significado em si, mas aplicado a outras palavras dá o sentido de falso ou incompleto, tira a legitimidade da coisa. Pseudeando é senão a arte de pseudear, de transformar tudo aquilo em falso ou incompleto, é o "ato falso" (entenderam a analogia com o ato falho de Freud?). Esse blog então tem como finalidade pseudear idéias ou opiniões, a menos que essas estejam com aspas, aí realmente não tem como pseudear. (Tem até tem, mas pseudo que é pseudo respeita os citados em questão).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia principal é que um pseudo a quem vos fala irá ridigir textos pseudos com idéias pseudas. isto é, um pseudo intelectual irá escrever coisas falsas que acompanham um tom irônico (típico de pseudo intelectual). Antes de tudo: &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O que é ser pseudointelectual?&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;::O pseudointelectual::&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Nh_ltoqvxLw/RhBFrTpa6AI/AAAAAAAAAAM/5rI-J-CbC5k/s1600-h/pseudo.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5048611792593020930" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Nh_ltoqvxLw/RhBFrTpa6AI/AAAAAAAAAAM/5rI-J-CbC5k/s320/pseudo.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Personagem clássico de festinhas de tendência, aparece como quem não quer nada numa roda de pessoas e começa a interagir com frases de efeito, não necessariamente citações. As atenções então dirigem-se a ele e ele se sente livre para proclamar o seu discurso, de surpreender as pessoas com as notas de rodapé dos livros que ele não leu(talvez tenha até lido) e mais, RECOMENDAR artistas para os outros com certa autoridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Pô leia Foucault, ele tem uma certa dimensão de realidade muito melhor que a de Bachelard" ou senão "Lacan foi um autor calcado na linguagem." Podem parecer ridículos esses exemplos, mas em certos momentos é assim que o pseudointelectual convence seus interlocutores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é só de observar que diz quem é pseudointelectual, entender suas razões internas, o que um pseudointelectual realmente pensa. Na maioria das vezes, o psi. (apelido carinhoso) é assim como uma auto-afirmação, de provar para os outros sua capacidade ou melhor sua possibilidade de conhecer (porque conhecer mesmo...). As pessoas entendem que ele explica em minúcias o seu saber e ele compreende que é assim que se deve comunicar. Um exemplo é quando ele esquece o que tem pra dizer ou erra sobre uma informação e alguém o constrange por isso. Ele fica tão infeliz que desarma seu discurso, fica mais pseudo do que é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suas vestimentas geralmente são : Óculos (aí se subdividem em 2 classes: O psi. moderno tem o de armação preta e grossa, o do psi. erudito tem armação normal.), calça comprida sempre, blusa que pode variar de botão até aquelas mais soltas de pseudoartistas e o sapato que nunca é tênis. As roupas mais os jeitos são aparentemente o marco, o que veste sua personagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No orkut, linguagem moderna de comunicação, ele usa todos os espaços para provar sua pseudointelectualidade. No espaço do quem sou eu, usa frase de escritores existencialistas, os livros geralmente ocupam metade da página pessoal e as comunidades só com nomes ilustres e movimentos que até mesmo não existiram como "A matança de coelhos no maio de 68".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, não se surpreenda com coisas que vocês, caros leitores, irão ver aqui nesse pseudoblog (porque o tempo de publicação de um post para o outro será relativo) !!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="javascript:AbreJanela(" cmd="txt&amp;ref=1118954712');&amp;quot;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;“Para fazer um grande trabalho um homem deve ser bastante ocioso tanto quanto bastante aplicado." &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;--&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.ociocriativo.com.br/frases/pesquisa.cgi?cmd=psq&amp;chk=1&amp;amp;amp;amp;amp;opc=txt&amp;chk_aut=1&amp;amp;key=%20Samuel%20Butler%20"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; Samuel Butler&lt;/span&gt; &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;obs:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Nh_ltoqvxLw/RhBGGjpa6BI/AAAAAAAAAAU/dREsxslbMgg/s1600-h/itarare.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5048612260744456210" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Nh_ltoqvxLw/RhBGGjpa6BI/AAAAAAAAAAU/dREsxslbMgg/s320/itarare.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marquês de Itararé é uma analogia com Barão de Itararé, um escritor comunista do século passado que publicava tirinhas com grande carga irônica sobre as demasiadas situações cotidianas, geralmente políticas. Foi preso e torturado pela ditadura de Vargas, publicou o jornal A Manha (trocadilho com o jornal da época A Manhã). O título desse blog foi inspirado na porta do escritório dele que trabalhava, avisando que poderiam entrar mas que não batessem nele como fizeram com ele na ditadura.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5841986085668681206-389261261715460067?l=pseudeando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5841986085668681206/posts/default/389261261715460067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5841986085668681206/posts/default/389261261715460067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pseudeando.blogspot.com/2007/04/introduo-arte-de-pseudear.html' title='Introdução à arte de pseudear'/><author><name>Barão de Itararé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12496129127635022158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Nh_ltoqvxLw/RhBFrTpa6AI/AAAAAAAAAAM/5rI-J-CbC5k/s72-c/pseudo.JPG' height='72' width='72'/></entry></feed>
